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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010








CULTURA DA ARMÊNIA


A formação da antiga cultura armênia teve tanto a influência de invasores do planalto armênio quanto daquelas sociedades antigas e países com os quais os armênios mantinham contato. O elevo da antiga cultura armênia tornou-se saliente durante o período helênico que, apesar de se situar num nível superior, não dissolveu a cultura armênia, deixando apenas um lastro profundo nesta última, principalmente na arquitetura e planejamento urbano, e no teatro.

Artashat

As antigas capitais armênias Artashat e Tigranocerta comprovam isso. Já o monumento mais notório do período helênico na Armênia é o templo de Garni, construído no primeiro século. A cultura da antiga Armênia foi o fundamento no qual se ergueu a própria cultura nacional dos períodos subseqüentes.

Templo de Garnir


A LÍNGUA
A língua armênia pertence à família das línguas indo-européias, sem outra ramificação e como uma das mais antigas formas. O alfabeto próprio foi criado no início do século V (406) por Mesrop Mashtots, e tem se transformado numa base sólida para a língua nacional e a cultura. Atualmente, mais de 25 mil manuscritos antigos são preservados no Matenadaran (Biblioteca) do Instituto de Manuscritos Antigos, assim como em bibliotecas de Jerusalém, Viena, Veneza, Londres e outros locais.

Mesrop Mashtots


RELIGIÃO
Apesar de as primeiras comunidades cristãs terem surgido no país já no século I, a Armênia adotou o cristianismo como religião oficial de Estado em 301, durante o reino do rei Tiridates III, tornando-se o primeiro país do mundo a aderir formalmente à religião cristã.

Catedral de Echmiadzin


O primeiro Patriarca (Catholicós) da Igreja Armênia foi Gregório, o Parto, a quem a Igreja atribui ser o segundo Iluminador dos armênios. Mais tarde, Gregório, o Iluminador, foi canonizado pela Igreja Armênia. A adoção do cristianismo deixou um impacto poderoso na história subseqüente do povo armênio. A fé cristã proporcionou um ímpeto para maior desenvolvimento da cultura. A ética cristã tornou-se a base para a visão armênia, deixou um registro imutável na moldura espiritual e no psique da nação. A Igreja Armênia teve um papel destacada no vida da sociedade armênia, especialmente após a perda do Estado. Os estatutos desta Igreja regularam muitos aspectos da vida cotidiana dos armênios, assumindo às vezes as funções do Estado, na luta secular do seu povo para preservar sua identidade.

Monatério de Noravank


Fonte: Flickr: robert_m_brown_jr, Flickr:artachatzi, Flickr:retlaw snellac, Flickr:Zinni, http://www.portalsaofrancisco.com.br/, e Google Imagens.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009








BANDEIRAS DA ARMÊNIA


Infelizmente não temos conseguido postar todos os dias como antes, a Qüi anda um pouco ocupada e eu não consigo postar todos os dias por conta da faculdade, se vcs verem tudo que tenho que ler ia entender rs...espero que nos compreendam...logo chegam as férias e tudo fica mais calmo ^^

Como vocês gostaram dos posts das bandeiras, encontrei informações sobre as bandeiras da Armênia, ela não apareceu no especial de bandeiras, então espero que gostem...

A bandeira nacional da Arménia consiste de três listas horizontais de cores vermelha, azul e laranja. Ela foi adotada a partir de 24 de Agosto de 1991.


Existem muitas interpretações do significado das cores, mas a mais aceita diz que o vermelho simboliza o sangue derramado pelos arménios em defesa do seu país, o laranja simboliza o solo fértil da nação e o azul simboliza o céu. A bandeira foi originalmente a bandeira oficial da nação durante a sua breve independência após a Primeira Guerra Mundial, e ressurgiu quando a Arménia se separou da União Soviética.

Antes da adoção desta bandeira a Armênia já teve outras bandeiras, eis algumas delas:

Dinastia Artáxida 189 a.C. - 1 d.C.




Desenho de Alishan em 1885.




Bandeira da República Democrática Federativa da Transcauscásia (1918).




Bandeira da República Democrática da Armênia (DRA) 1918–1922.




Bandera da Transcaucásia Soviética 1922–1936.




Bandeira da República Socialista Soviética da Armênia 1952–1991.




Fonte: Wikipédia.



sexta-feira, 24 de julho de 2009






LEITURA DE BORRA DE CAFÉ


O costume de interpretar as figuras formadas pela borra do café no fundo de uma xícara surgiu na Armênia, em 3000 aC, e foi trazido para o Ocidente pelos árabes. A lenda diz que grandes decisões tomadas pelos sultões árabes foram baseadas no oráculo da cafeomancia. Posteriormente, a cafeomancia foi introduzida na Europa, primeiro na França, no início do século XVIII, e logo depois em Veneza, de onde saiu para o resto do Ocidente.


Depois de ajudar imperadores que sempre recorriam aos poderes deste oráculo, ele se transformou no passatempo predileto dos nobres, os únicos que podiam consumir o chá, uma bebida exótica e cara nos tempos antigos.

Atualmente, a prática dessa arte é muito comum na Turquia e nos países do norte da África, países que conservam a tradição e a experiência desse tipo de adivinhação, acumuladas durante muitos séculos.


E porquem não tentar este oráculo? Confesso que me utilizo de alguns, mas esse nunca tentei, deve ser porque eu não tomo café hehehe, mas façam e venham nos contar o que deu =]

Este é o material utilizado na Cafeomancia:

pó de café
açúcar
uma xícara
um pires branco

Para fazer a previsão da Cafeomancia:

-Para preparar o café, misture, em uma panela, uma colher de sopa de pó de café, uma colher de sopa de açúcar e uma xícara de chá de água.
-Leve ao fogo brando, deixando ferver por três vezes.
-Em seguida coloque o café numa xícara de louça branca, sem relevo ou desenho, e deixe descansar por alguns minutos.
-Passado este tempo, beba o café lentamente, concentrando-se em seu pedido ou na pergunta desejada.
-Quando terminar de beber, coloque o pires sobre a xícara, como se fosse uma tampa e vire-o, num movimento rápido.
-Deixe descansar por mais alguns minutos. A xícara estará então, pronta para a leitura, que deve ser feita sempre no sentido horário, ou seja, da esquerda para a direita.
-Observe com bastante atenção as figuras que se formam na parede da xícara. Se aparecerem figuras verticais, como colunas, atravessando a altura da xícara, considere as marcas como símbolos do tempo, correspondendo a um mês cada uma delas.
-Olhando atentamente e utilizando sua imaginação, veja com que se parecem as figuras formadas com as borras de café e anote-as. Quando terminar a leitura da parede da xícara, leia também seu fundo, anotando novamente as figuras que encontrar.
-Neste processo de iniciação à arte da Cafeomancia, procure usar sua imaginação de forma criativa para visualizar as imagens formadas na parede e no fundo da xícara.


Alguns significados podem ser encontrados aqui: http://www.terra.com.br/esoterico/monica/cafeomancia/cafe1_8.htm .

Fonte: www.souq.com.br/agenda/cafeomancia.html, http://www.terra.com.br/esoterico/monica/cafeomancia/introducao.htm, Imagens Google.



segunda-feira, 25 de maio de 2009








ORIGEM DA ARMÊNIA(século VII a.C.)

A origem do povo armênio perde-se nas brumas dos tempos. Está longe de haver unanimidade entre os historiadores a respeito dos componentes étnicos, lingüísticos e culturais que formaram a Armênia.


Não há como estabelecer os limites da Armênia antiga, em virtude das constantes mudanças ocasionadas pelas guerras em que o país esteve mergulhado no curso de sua longa história. Pode-se dizer, no entanto, que o território original da Armênia era a região que ia do sul do Cáucaso até o nordeste da Anatólia. No auge de sua expansão, a Armênia foi um poderoso reino, com fronteiras que iam do Mar Cáspio, a leste, até além da cidade de Cesaréia, a oeste, e do Mar Negro, ao Norte, até a Mesopotâmia, a Síria e o Azerbaijão persa, ao sul, totalizando cerca de 350.000 km2.

O clima e o relevo dessa região foram determinantes na formação do povo armênio. Áspero e vigoroso como as montanhas, duro e rigoroso como o clima, o armênio habitua-se às dificuldades. Lá, os invernos são gélidos e os verões ardentes. A terra fértil é reduzida e muitas vezes injusta com quem dela tira seu sustento. Esse dia-a-dia de batalha pela sobrevivência fez dos armênios grandes guerreiros. Se já foram vencidos, não o foram pela qualidade de seus adversários, mas por sua quantidade.

Muitos dos grandes rios da Ásia Anterior e do Cáucaso, como o Eufrates, o Kur, o Arax e o Tigre, nascem em montanhas armênias. O pico mais alto, com 5.160 metros, é o Monte Ararat. Foi nele que, segundo a Bíblia, Noé aportou com sua arca após o Dilúvio. Trata-se de uma região de montanhas elevadas e vales profundos, entremeada de lagos, como o Sevan, o Van e o Urmia.


É incontestável o fato de a Armênia ter surgido no planalto montanhoso que tem como centro o vulcão extinto do Ararat.

Segundo uma das versões a respeito do surgimento do povo armênio, povos indo-europeus provenientes da Ásia Central penetraram na Europa. Alguns desses povos desceram pela Península Balcânica e chegaram à Ásia Menor, onde minaram os alicerces de antigas civilizações, como a dos Hititas.

Entre esses povos estavam os antepassados dos armênios, que rumaram para o leste justamente no período de enfraquecimento da nação de Urartu. Em fins do século VII a.C., subjugaram essa nação e se amalgamaram com ela.

De acordo com outra versão, formulada por historiadores armênios, desde o século XIV a.C. diversas pequenas nações de consangüinidade armênia habitavam a Anatólia Oriental, a leste do Ararat. Duas dessas nações destacavam-se pela capacidade de aglutinação, os "hai" e os "armê". De fato, existiam dois países, por volta do séc. VIII a.C., constituídos de povos armênios: Haiassa e Armeni.

Monte Ararat ao fundo

A Armênia surgiria, então, da gradual penetração desses dois países no reino de Urartu. Em 609 a.C., Tushba, a capital de Urartu, é tomada por uma aliança formada por armênios e medos. A partir de então, o nome "Armênia" passa a aparecer nas inscrições dos povos vizinhos.

Fonte:http://www.cao.org.br/ e Flickr.



domingo, 15 de fevereiro de 2009






ALFABETO ARMÊNIO

No ano 404 D.C. o monge Mesrob Machdodz inventa o alfabeto armênio com apenas 36 letras.

Até aquela data os Armênios, não tendo alfabeto usavam as letras gregas e siríacas. No século XI foram acrescidas as duas últimas letras.

A língua Armênia pertence ao ramo indo-europeu e é dividida em duas. Há o Armênio oriental, falado na Armênia, e o Armênio ocidental falado na Diáspora. A língua é a mesma, somente a pronúncia difere. Por exemplo, na diáspora se diz “o Rei Dikran” enquanto na Armênia dizem “o Rei Tigran”.

Daqui em diante é usada a escrita ocidental. Como podem reparar há muitas letras que nos não existem equivalentes em português. Por isso segue a baixo uma tabela elaborada no “Pequeno Dicionário PORTUGUÊS-ARMÊNIO”.



- ë terá a pronúncia do “e” francês como, mais o menos, em livre, être.

- ü terá a pronúncia do “u” francês como, mais o menos, em tu, mur, sur.

- kh terá a pronúncia do “j” espanhol como, mais o menos, em jamon

- gh terá a pronúncia do “rr” português como, mais o menos, em garrafa.

- h terá a pronúncia do “h” inglês como, mais o menos, em hot.

Mosteiro Saghmosavank


Por fim um exemplo:


-(a pronúncia) : Mairig, intch bes es, lav es.

-(tradução): Mamãe, você vai bem?

Fonte: http://www.armenia.brasil.nom.br, Imagem do Flickr.

P.S.Para escrever com os caracteres armênios, é necessário instalar a fonte BARZ.

Miquilissssss

terça-feira, 20 de janeiro de 2009






PROVÉRBIOS ARMÊNIOS

Provérbios são sempre provérbios em qualquer parte do mundo, mas sempre nos fazem refletir sobre a natureza das coisas.



"Echë ir zëralunn vra guë hiana"
O burro fica encantado com seu próprio zurro.



"Ierpek tche desnëvadz vor mernoghin harësdutiunë ir takaghin hedevi"
Nunca se viu a fortuna do defunto acompanhar o enterro



"Pokër lussavor amb më, guërna arevunn luissë dzadzguell"
Uma pequena nuvem pode encobrir o sol



"Asdvadz megunn hatsë dëvav , akhorjaguë müssinn"
Deus deu pão para uns e apetite para outros.


Kecharis Monastery ( 13th- century) Tsakhkadzor Region , Armenia.

Fonte: http://www.armenia.brasil.nom.br/proverbios.htm

Miquilisssss

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